O desejo de Freddy Guarín cumpriu-se. O médio colombiano não vai voltar ao FC Porto, uma vez que o Internazionale de Milão comprou o passe do internacional cafetero, num acordo fechado esta quarta-feira.
Depois de ter deixado o Dragão em janeiro por empréstimo e a troca de 1,5 milhões de euros, Guarín acaba por rumar em definitivo ao emblema neroazzurro, como confirmou o empresário do colombiano ao maisfutebol.
«De valores não quero falar. Só posso dizer que o Guarin está muito satisfeito, feliz por esta oportunidade por continuar no Inter e extremamente grato ao FC Porto», disse Marcelo Ferreyra.
Com este desfecho, o FC Porto encaixa, no mínimo, mais 10 milhões de euros.
Convocados Portugal Euro 2012: 5 Portistas na lista de Paulo Bento
Beto, Miguel Lopes, Rolando, João Moutinho e Varela estão entre os 23 que integram o lote de convocados de Portugal para o Euro 2012, fazendo com que o FC Porto seja a equipa mais representada na nossa selecção.
Eis os 23 que irão então estar no Euro 2012:
Guarda-redes
Rui Patrício Beto
Eduardo
Defesas
Bruno Alves
Fábio Coentrão
João Pereira
Pepe
Ricardo Costa Rolando Miguel Lopes
Médios
Carlos Martins João Moutinho
Custódio
Miguel Veloso
Raul Meireles
Rúben Micael
Avançados
Cristiano Ronaldo
Hélder Postiga
Nani
Nélson Oliveira
Ricardo Quaresma
Hugo Almeida Varela
Entre as grandes surpresas nesta convocatória constam então Miguel Lopes, que foi chamado pela 1ª vez à selecção, e Custódio.
Entre os jogadores que ficaram de fora, constituindo alguma surpresa, constam Hugo Viana, Quim ou Manuel Fernandes.
O F.C. Porto festejou o bicampeonato às escuras. A dica do rival Benfica, na época passada, é já uma imagem de marca nos dragões. Os adeptos pedem, os jogadores respondem e o Dragão fica à luz da chama. Uma chama que vai consumindo títulos.
A festa seguiu os moldes do costume. Palco no centro e um gigante 26, formado por um grupo de bailarinas a lembrar o número de campeonatos portistas. Depois, o passeio da fama.
Hulk. A diferença no campeonato pode muito bem estar neste brasileiro com nome de super-herói. Golos, assistências, títulos. Já deu tudo ao F.C. Porto. O Dragão desta noite agradece-lhe uma festa mais feliz, com dois golos na reta final que acabaram com as aspirações do Sporting, que ainda sonhava com a Liga dos Campeões.
Faz hoje 30 anos que Pinto da Costa ganhou as eleições para a presidência, e o FC Porto nunca mais voltou a ser o mesmo clube. Foram três décadas de muitos sucessos, de muitos protagonistas além do protagonista principal, mas também de muitas histórias para contar. O JOGO foi atrás desses episódios e neste dia conta-lhe três que tiveram como atores secundários alguns dos principais ícones do clube: João Pinto, Vítor Baía e Deco. Cada um encontrou, à sua maneira, uma história que ajuda a explicar tanto sucesso, assente, inevitavelmente, na liderança de Pinto da Costa.
Mais do que as palavras, ficam os números, neste caso os 54 títulos contabilizados só no futebol sénior, sete dos quais internacionais, durante estes últimos 30 anos. Para melhor se perceber a dimensão dos feitos, refira-se que Pinto da Costa já conseguiu triplicar, nestas três décadas, o número de títulos conquistados pelo FC Porto nos 89 anos de história que o antecederem (apenas 16). Mais há mais: durante a era de Pinto da Costa, os dragões passaram apenas duas épocas sem conquistar um título no futebol; aconteceu em 1988/89 e, mais recentemente, em 2001/02, curiosamente na temporada que acabou por ditar a contratação de José Mourinho, que chegou para substituir Octávio Machado.
Neste jogo de conquistas e histórias, falta apenas responder a uma pergunta: até quando haverá novos episódios para contar? O atual mandato de Pinto da Costa termina em 2013, mas hoje até vai haver mais um jantar de apoio à recandidatura do presidente do FC Porto, empossado a 23 de abril de 1982.
Em Espanha, Mourinho tapa a boca quando quer falar com os adjuntos ou com os jogadores. Em Braga, Álvaro Pereira pôs legendas gestuais para dar voz à sua evidente indignação, tornando pública a discordância com uma ordem de substituição.
O Palito ferveu, como Rolando tinha fervido semanas antes (Académica) ou Cristian Rodríguez no duelo com o Braga da primeira volta, reagindo mal a um reparo de Vítor Pereira sobre a sua falta de atitude defensiva.
No Uruguai, a família de Álvaro Pereira viu e não gostou. "Ele sabe que não pode ter aquele tipo de comportamento. Ninguém gosta de sair e ele juntou isso à noção de que o jogo lhe correu mal", diz a O JOGO o pai, Nelson, validando a opção de Vítor Pereira: "O Álvaro saiu porque estava a jogar mal e já tinha um amarelo. Não há insubstituíveis e o brasileiro [Alex Sandro] merece o respeito dele, porque também trabalha e também quer jogar.
Na mais recente visita a Braga, a grande dúvida transformou-se numa mais-valia, ou seja, a ausência de Fernando serviu para apresentar o melhor de Steven Defour. O internacional belga realizou, muito provavelmente, a melhor exibição desde que chegou ao FC Porto, e logo numa partida com uma grande intensidade e importância para a decisão do campeonato. O JOGO foi tentar perceber como é que Defour viveu as horas que antecederam aquele que também era um grande desafio às suas capacidades, tendo encontrado as respostas num jornalista belga que esteve por cá a acompanhar o médio durante os últimos dias. Gunther De Vos, que trabalha no jornal "Nieuwsblad", não conseguiu entrevistar Defour devido às restrições impostas pelo FC Porto, mas mediu-lhe o pulso antes da partida com o Braga. "Como estava antes do jogo? Esteve sempre tranquilo, mesmo quando percebeu que Fernando não ia jogar e que, dessa forma, seria titular", começou por contar Gunther De Vos. Pelos vistos, Defour nem sequer se assustou com a tarefa de substituir Fernando, mesmo sabendo que encontraria pela frente Mossoró, um dos médios mais difíceis de controlar do campeonato português. "Ele percebeu que ia ser o médio mais defensivo da equipa, porque é sempre assim quando joga com Moutinho e o Lucho. Mas ele não estava assustado, até porque já tinha jogado naquela posição no Standard de Liège e mesmo no FC Porto. Aliás, até me disse, com um ar divertido, que com eles em campo, só tem de se limitar a correr. Ele corre, enquanto Moutinho e o Lucho resolvem", contou.